sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Vietnã-Vietname

O Vietname (português europeu) ou Vietnã (português brasileiro) ou, oficialmente, República Socialista do Vietname / Vietnã, é um país asiático, localizado na Indochina, e limitado a norte pela China, a leste e a sul pelo Mar da China Meridional, e a oeste pelo Golfo da Tailândia, pelo Camboja e pelo Laos. A capital do país é Hanói.
Cộng Hòa Xã Hội Chủ Nghĩa Việt Nam
República Socialista do Vietname / Vietnã
Bandeira do Vietname / Vietnã
Brasão do Vietname / Vietnã
Bandeira Brasão de Armas
Lema: Ðộc lập, tự do, hạnh phúc
("Independência, liberdade, felicidade")
Hino nacional: Tien Quan Ca
("As tropas estão a avançar")
Gentílico: Vietnamita;
vietnamês;
vietnamense;
vietnamiano

Localização do Vietname / Vietnã

Capital Hanói
21º2'N 105º51'L
Cidade mais populosa Cidade de Ho Chi Minh
Língua oficial Vietnamita
Governo Comunista de partido único
- Presidente Nguyen Minh Triet
- Primeiro Ministro Nguyen Tan Dung
Independência Da França
- Declarada 2 de setembro de 1945
- Reconhecida 21 de Julho de 1954
Área
- Total 331,689 km² (65º)
- Água (%) 1.3
População
- Estimativa de 2005 84,238,000 hab. (12º)
- Censo 1999 76,323,173
- Densidade 253 hab./km² (46º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2005
- Total US$251.8 bilhões USD (36º)
- Per capita US$3,000 USD (123º)
Indicadores sociais
- IDH (2007) 0.733 (105º) – médio
- Esper. de vida 70,61 anos (127º)
- Mort. infantil 25,95/mil nasc. (93º)
Moeda Dong (VND)
Fuso horário (UTC+7)
- Verão (DST) (UTC+7)
Org. internacionais ASEAN, ONU (FMI, OMS)
Cód. ISO VNM
Cód. Internet .vn
Cód. telef. +84
Website governamental www.vietnam.gov.vn

História

Ver artigo principal: História do Vietname
Hoi An, Vietnã

A história do Vietname está documentada há mais de 2500 anos. Durante mil anos, esta região foi dominada por sucessivas dinastias do império chinês, mas obteve a independência em 938 e estabeleceu a dinastia Ngô. O período dinástico terminou no século XIX, quando o país foi colonizado pela França. Durante a Segunda Guerra Mundial, com a derrota da França na primeira fase da Guerra, o Vietname foi ocupado pelo Japão e estabeleceram no trono o Imperador Bao Dai. Quando a guerra terminou, a França tentou restabelecer o controle, mas não conseguiu. Os franceses foram derrotados na Batalha de Dien Bien Phu, após oito anos de luta armada, comandada por Giap em 1954 na primeira guerra da Indochina, mesmo com ajuda dos EUA, mas na Conferência de Genebra o Vietname foi dividido em dois países separados, conhecidos como Vietname do Norte e Vietname do Sul. Durante a Guerra Fria, o norte tinha o apoio da China e da União Soviética, enquanto o sul era “apoiado” pelos EUA, o que deu lugar à Guerra do Vietname, em que os americanos foram obrigados a abandonar em Março de 1973; a cidade de Saigão que foi tomada pelo Vietcong - frente de libertação do sul em Abril de 1975.

Em Julho de 1976, a República do Vietname do Sul e a República Democrática do Vietname (Vietname do Norte) uniram-se na República Socialista do Vietname.

Política

Ver artigo principal: Política do Vietname

Actualmente o Vietname é um país comunista. O sistema político é único partido (o partido comunista do Vietname) com o objectivo:O partido líder, o estado administra e o povo é dono através o poder é Assembleia do Vietname. De facto, até agora os representantes são membros de Assembleia ocupando 90% para cima. Os líderes do governo e de Assembleia são os antigos membros de partido e são apresentados pelo Bureau político do partido comunista do vietname. Segundo o Artigo 4 da Consitutuição Vietnamita, o Partido Comunista do Vietname é o único partido liderado. O líder do Partido Comunista do Vietname é um Secretário Geral que é o Senhor Nong Duc Manh.

O Vietname é subdividido em 59 províncias e 5 cidades com estatuto de província.

Províncias do Vietnã

As 5 cidades com estatuto de província são:

As 59 províncias são:

As províncias estão agrupadas em 8 regiões. As regiões não possuem fins administrativos apenas econômicos e estatísticos. São elas:

Regiões do Vietnã
Ho Chí Minh

Geografia

O Vietname é um país longo e estreito que ocupa a costa oriental da península da Indochina, sobre o Golfo de Tonkin e o Mar da China e tem uma área de cerca de 331.688 quilômetros quadrados. O clima de monções é quente e chuvoso. Predominam as florestas tropicais e a rede hidrográfica é muito rica. A parte norte é mais elevada. Há dois deltas importantes, o do Rio Song Koi, ao norte e do Rio Mekong, ao sul. A agricultura ocupa a maioria da população, sendo o arroz o principal produto. O norte do país é rico em antracito, linhito, carvão, minério de ferro, manganês, bauxita e titânio.

Economia

Ver artigo principal: Economia do Vietname

Entre os países do Sudeste Asiático, foi o Vietnã quem seguramente atingiu a independência política com maiores dificuldades e com altos custos sociais e ambientais. A região a norte do paralelo 17 obteve a independência da França em 1954 e organizou-se como República Democrática. O novo regime exerceu imediatamente um controle direto sobre a economia, nacionalizando as empresas industriais estrangeiras e implantando outras, especialmente nos sectores de base; nos campos, depois das expropriações dos latifúndios e das grandes propriedades, formaram-se primeiro cooperativas e, depois, empresas agrícolas estatais. A seguir, a República empreendeu, graças às ajudas soviéticas, uma guerra para alcançar a reunificação das províncias do Sul, ainda colónia francesa. Depois da derrota da França, os EUA, determinados a impedir o avanço do comunismo, envolveram-se cada vez mais no conflito e, a partir de 1965, intensificaram a sua presença no país (fala-se de cerca de meio milhão de soldados no pico máximo da presença bélica, entre homens do exército governamental e forças norte-americanas).

A reunificação política

A guerra terminou com a vitória do Norte e com a reunificação dos dois territórios, em 1976. Completado o processo de reunificação, nasceu a República Socialista do Vietnam com posições pró-soviéticas. Todavia, as consequências do conflito foram gravíssimas: os intensos bombardeamentos norte-americanos tinham destruído cerca de 70% das instalações industriais do Norte, tornado impraticáveis quase todas as vias de comunicação e queimado com bombas químicas vastas extensões de floresta (recordar em particular, sobre as devastadoras consequências do uso do napalm, uma mistura de sais alumínicos e ácidos orgânicos, usada na indústria bélica para a fabricação de bombas, precisamente pelo seu alto poder incendiário).

De uma maneira geral, as operações militares tinham tirado mão-de-obra às actividades industriais, causando assim a interrupção de todos os investimentos profundos do Norte; haviam impedido as actividades agrícolas no Sul; limitado fortemente em todo o país a pesca do mar alto que, pela enorme extensão das costas vietnamitas e pela densidade demográfica ao longo da faixa litoral, se reveste de cada vez de maior importância na economia vietnamita (lembremo-nos que é da da fermentação do pescado que se extrai o nuocman, o famoso condimento da cozinha local).

Essas problemáticas tiveram de ser imediatamente enfrentadas já na primeira fase da reconstrução, procurando uma resposta para ela, através de política de plano, em linha com os princípios ideológicos do socialismo e com o modelo de desenvolvimento já adoptado nos países comunistas. Contudo, passados quase trinta anos, a República ainda tem de resolver problemas importantes, entre os quais - e não é certamente o último - se encontra o da integração de duas estruturas económicas , hoje profundamente diferentes uma da outra; trata-se de um problema que evoca o outro, ainda mais complexo, da reunificação social e cultural de populações que continuamente divididas durante muito tempo, portanto com expressões de modos de vida opostos.

Na realidade, as duas estruturas económicas antes da forçada divisão política apresentavam uma unidade de fundo relacionada, por um lado, com a matriz rural comum de toda a região vietnamita e não só e, por outro, com a própria história colonial do país, porque a presença francesa teve muito mais influência no Sul; aliás, na então Saigão, sede administrativa, foi-se formando uma classe dirigente corrupta e abertamente subordinada aos interesses estrangeiros _ primeiro franceses, depois, americanos -, cujo comportamento económico teve importantes reflexos territoriais.

As diferenças regionais condicionaram claramente as orientações da política empreendida pelo Governo, no momento da formação da nova República. Além de uma série de procedimentos organizacionais, como a modificação do aparelho administrativo do país - reestruturado e readaptado muitas vezes após a reunificação, de modo que, das 40 províncias existentes em 1957, se chegou às 60 actuais -, as políticas adoptadas previam no campo económico uma certa margem de liberdade à iniciativa privada nas regiões meridionais, onde se reconhecia o direito de propriedade sobre pequenas superfícies cultivadas, quando no resto do país prevaleciam já há algum tempo formas de gestão cooperativa.

Pelo contrário, o Estado controlava em todo o território os serviços fundamentais e as actividades financeiras e comerciais. Também se pôs em marcha, como veremos, um processo de abertura gradual aos capitais estrangeiros para estimular o desenvolvimento industrial em todo o país, com o qual se preparou, aliás, uma ulterior potenciação da indústria pesada; mais recentemente, para favorecer o incremento da produtividade, introduziram-se incentivos para a superação das quotas de produção, que já tinham sido previstas pelo plano económico.

A agricultura

Pelo menos até finais da segunda metade dos anos oitenta, o desenvolvimento económico aconteceu nesta base, fazendo registar um crescimento constante, mas sem acelerações especiais. Nos campos, disponibilizaram-se globalmente 500 000 hectares de terras abandonadas ou danificadas pela guerra; arrotearam-se mais de um milhão de novas terras; introduziram-se maquinarias e fertilizantes.

A agricultura, já amplamente colectivizada, conseguiu superar as dificuldades subsequentes à guerra e alcançar resultados bastante positivos; a produção de arroz, distribuída por cerca de 90% das terras cultivadas, mostrou um crescimento notabilíssimo, a ponto que, pela primeira vez, o Vietname - um país eminentemente agrícola tal como outros estados da península da Indochina - se ter tornado auto-suficiente quanto ao consumo interno de arroz, de que é também exportador (5º produtor mundial).

Deve-se, na verdade, realçar que os produtores agrícolas independentes são excluídos dos benefícios directos do crescimento das exportações, porque a rede de comercialização interna e internacional ainda é controlada pelas empresas agrícolas públicas, que compram a um preço mais baixo que o mercado internacional os produtos destinados ao consumo externo. Além da orizicultura, estão em expansão as culturas do milho, batata-doce, mandioca, hortaliças, fruta (ananás e citrinos), cana-de-açúcar, borracha, chá, café (de que é o 2º produtor mundial depois do Brasil).

Apesar disto, as produções nacionais, sobretudo relativamente às carnes, ainda não cobrem as necessidades nacionais. É bastante mais visível a repartição das produções à escala regional: no Norte, além do arroz - de que no Tonquim se obtêm duas colheitas por ano.

Demografia

Ver artigo principal: Demografia do Vietname

Zâmbia

A Zâmbia é um país interior de África, limitado a norte pela República Democrática do Congo e pela Tanzânia, a leste pelo Malawi, a sul por Moçambique, pelo Zimbabwe e pela Namíbia e a oeste por Angola. Capital: Lusaka.
Republic of Zambia
República da Zâmbia
Bandeira da Zâmbia
Brasão de Armas da Zâmbia
Bandeira Brasão
Lema: Uma Zâmbia, uma nação
Hino nacional: Pátria Amada
Gentílico: zambiano

Localização  Zâmbia

Capital Lusaka
Cidade mais populosa Lusaka
Língua oficial Inglês
Governo República
- Presidente Rupiah Banda
Independência
- do Reino Unido 24 de Outubro de 1964
Área
- Total 752.618 km² (39º)
- Água (%) 1
Fronteira Tanzânia, República Democrática do Congo, Angola, Namíbia, Zimbábue e África do Sul, Malauí e Moçambique.
População
- Estimativa de hab. (º)
- Censo 2005 11.668.000
- Densidade 16 hab./km² (191º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2005
- Total US$13.025 bilhões USD (133º)
- Per capita US$1000 USD (165º)
Indicadores sociais
- IDH (2007) 0,434 (165º) – baixo
Moeda Kwacha zambiano ([[ISO 4217|]])
Fuso horário (UTCUTC+2)
- Verão (DST) {{{fuso_horário_DST}}} (UTCUTC+2)
Cód. ISO ZAM
Cód. Internet .zm
Cód. telef. +258
Website governamental Site Oficial

História

A região onde hoje se situa o território zambiano recebe influência ocidental em meados do século XIX, com a chegada de missionários e exploradores britânicos, como David Livingstone e Cecil Rhodes. Este obtém licença para a exploração mineral no território, onde, em 1888, são fundadas as colônias britânicas da Rodésia do Norte (correspondente à Zâmbia de hoje) e da Rodésia do Sul (hoje o Zimbabwe). A Rodésia do Norte é administrada pela Companhia Britânica da África do Sul até 1924, quando passa ao domínio direto do Reino Unido. Colonos britânicos instalam-se no período anterior à II Guerra Mundial. Em 1960, a minoria branca chega a cerca de 5% da população. Em 1953, as duas Rodésias fundem-se com a colônia britânica de Niassalândia (atual Malauí) e formam a Federação da Rodésia e Niassalândia, sob a tutela britânica.

Em 1963, a federação é dissolvida. No ano seguinte, a Rodésia do Norte torna-se independente com o nome de Zâmbia, sob a presidência de Kenneth Kaunda, da União Nacional da Independência (o partido único). Kaunda convence os colonos brancos a não emigrar, como ocorrera na maior parte das ex-colônias européias na África. Em 1973, o país fecha as fronteiras com a Rodésia do Sul, em protesto contra o regime racista de Ian Smith. Em 1979, comandos da Rodésia destroem em Lusaka o quartel-general do movimento guerrilheiro União Africana do Povo do Zimbábue (Zapu), que combate o regime branco rodesiano com o apoio do governo zambiano. Em 1982, as medidas de austeridade econômica levam a uma greve geral contra Kaunda. A crise agrava-se com a queda internacional do preço do cobre.

Kaunda é reeleito várias vezes e fica na Presidência até 1991. Durante o seu governo, em 1987, o país rompe com o FMI. O agravamento da crise econômica obriga Kaunda a fazer concessões políticas. As eleições de 1991 resultam na vitória do Movimento pela Democracia Multipartidária (MMD), cujo líder, Frederick Chiluba, se torna presidente. O novo governo, porém, não consegue resolver a crise.

Em 1993, Chiluba decreta o estado de emergência (revogado no final do ano) para conter uma campanha de desobediência civil dos partidários de Kaunda contra as reformas estruturais. Um acordo com o FMI, em 1993, leva à privatização de estatais, ao aumento do desemprego e à insatisfação popular.

Em 1994, Chiluba faz uma troca de dez de seus ministros, acusados de tráfico de drogas. Em maio de 1996 apóia emenda constitucional determinando que só zambianos de mais de duas gerações podem concorrer à Presidência. A emenda é inserida para impedir a candidatura do ex-presidente Kaunda, filho de malauianos. Em novembro, Chiluba é reeleito.

Em 1997, o governo debela uma tentativa de golpe de Estado liderada por militares rebeldes e decreta estado de emergência (suspenso em março de 1998). O ex-presidente Kenneth Kaunda, detido sob acusação de participar do golpe, é libertado em junho de 1998.

Política

Ver artigo principal: Política da Zâmbia

A política zambiana ocorre em uma estrutura de sistema presidencial democrático representativo, por meio de que o presidente da Zâmbia é chefe de Estado e chefe do governo em um sistema multipartidário. O governo exercita o poder executivo, enquanto o poder legislativo é investido no governo e no parlamento.

Subdivisões

Ver artigo principal: Subdivisões da Zâmbia
Províncias de Zâmbia.

A Zâmbia está dividida em 9 províncias (capitais entre parênteses):

As províncias estão divididas em 72 distritos.

Geografia

Cena urbana em Lusaka, a capital do país.
Ver artigo principal: Geografia da Zâmbia

Situada no centro-sul da África, a Zâmbia abriga as famosas cataratas de Vitória (Victoria Falls), no rio Zambeze, que formam uma cortina de água de cerca de 90 m de altura, na divisa com o Zimbábue. A maior parte de seu território é coberta por savanas. Parques nacionais abrigam grande variedade de animais, sobretudo próximo aos rios Luangwa e Kafue. Um grande planalto predomina na porção leste e atinge o ponto mais alto no altiplano no Monte Nyika (2.606 m). A população, dividida em cerca de 70 etnias, concentra-se nas regiões de extração de cobre, ao norte da capital, Lusaka. A Zâmbia está entre os maiores produtores mundiais desse minério, responsável por 50% das exportações do país, em 1998. Possui ainda reservas de cobalto, zinco e chumbo. A agricultura, que ocupa 73,7% da força de trabalho, também é economicamente importante.

Economia

Ver artigo principal: Economia da Zâmbia

Demografia

Ver artigo principal: Demografia da Zâmbia

98% dos zambianos procedem de sucessivas migrações de povos bantos, subdivididos em 73 grupos étnicos. Há minorias européias e asiáticas.

A população pratica religiões tradicionais africanas. Há cristãos e minorias islâmicas e hindus.

O inglês é a língua oficial. Das línguas bantos, cinco são usadas oficialmente na educação e na administração: nyanja, bemba, lozi, luvale e tonga.

Cultura

A cultura da Zâmbia é principalmente cultura bantu misturada com influências europeias. Antes da criação da moderna Zâmbia, os indígenas viviam em tribos independentes, cada um com as suas próprias formas de vida. Um dos resultados da era colonial foi o crescimento da urbanização. Diferentes grupos étnicos começaram a viver em conjunto em cidades e vilas, influenciando mutuamente, bem como a adopção de um lote de cultura europeia.

http://www.nationalgeographic.com/adventure/photos/Africa_Botswana_Zambia.jpg

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Zimbabwe

O Zimbabwe, Zimbábue, Zimbabué ou Zimbaué (do xona Zimbabwe, "Casa de Pedra") é um país da África Austral, anteriormente designado Rodésia do Sul e depois simplesmente Rodésia. É limitado a norte pela Zâmbia, a norte e a leste por Moçambique, a sul pela África do Sul e a sul e oeste pelo Botswana. Sua capital é Harare.

Republic of Zimbabwe
República do Zimbábue
Bandeira do Zimbabwe
Brasão de armas do Zimbabwe
Bandeira do Zimbabwe Brasão de Armas
Lema: Unity, Freedom, Work
(em português: Unidade, Liberdade, Trabalho)
Hino nacional: Kalibusiswe Ilizwe leZimbabwe
("Abençoada seja a terra do Zimbábue")
Gentílico: zimbabuano(a), zimbabuense,
zimbabwense, zimbabwiano

Localização  Zimbábue, Zimbabué, Zimbabwe


Capital Harare
17° 50' S 31° 03' E
Língua oficial Inglês, shona, ndebele
Governo República presidencialista
- Presidente Robert Mugabe
- Primeiro-ministro Morgan Tsvangirai
Independência Guerra civil rodesiana
- Declarada 1965
- Reconhecida 1980
Área
- Total km² (59º)
- Água (%) 1
População
- Estimativa de 2003 12 576 741 hab. (66º)
- Densidade 32 hab./km² (º)
PIB (base PPC) Estimativa de
- Total US$ (º)
- Per capita US$ (º)
Indicadores sociais
- IDH () 0,513 (151º) – médio
Moeda Dólar zimbabuano (Z$)
Fuso horário (UTC+2)
Cód. Internet .zw
Cód. telef. ++263

História

Ver artigo principal: História do Zimbabwe

A descoberta de ouro em 1867 despertou a cobiça dos ingleses, que acabaram por ocupar o território, apesar das reivindicações de Portugal, a quem a Grã-Bretanha dirige um ultimato em 1890. A colónia ficou designada, em 1895, Rodésia em homenagem a Cecil Rhodes, que promoveu a sua constituição. A parte sul desenvolveu-se mais do que a norte. As duas Rodésias associaram-se, em 1953, com a Niassalândia para constituírem a Federação da África Central, na qual a Rodésia do Sul era a parte mais importante. Desfeita a Federação em 1963, a Niassalândia tornou-se independente com o nome de Malawi e a Rodésia do Norte com a designação de Zâmbia, mas o Reino Unido negou-se a conceder a autonomia à Rodésia do Sul por ser governada pela minoria branca: esta decretou unilateralmente a independência em 1965 e adoptou o regime republicano em 1970. O bloqueio económico decretado pela ONU e a guerrilha, que ganhou extraordinário impulso após a independência de Moçambique em 1975, fizeram com que o país ascendesse à independência em 1980, tomando então o nome de Zimbabwe. Em 1980, Robert Mugabe, o líder nacionalista negro, foi eleito. Em 1987 foi estabelecido um regime presidencial, sendo Mugabe eleito chefe de Estado. Em 1990 foram retiradas, progressivamente, as tropas instaladas em Moçambique.


Política

Ver artigo principal: Política do Zimbabwe

Zimbabwe é uma república com um presidente executivo e um parlamento que possui duas câmaras. O atual presidente é Robert Mugabe. Ele convive com um caos econômico no país. Mugabe luta contra a inflação com atitudes políticas muito criticadas, como a tomada de fazendas pertencentes a brancos para assentar negros, o que, segundo os críticos, fizeram a situação piorar.

Em março de 2008 houve eleições gerais, que Mugabe perdeu, sem que o outro candidato tivesse obtido os 50 % necessários.

Na segunda volta das eleições, que teve lugar no dia 27 de Junho, Mugabe venceu as eleições, tendo sido empossado para o 6ª mandato presidencialista dois dias depois. O candidato alternativo havia desistido da corrida eleitoral alguns dias antes.

Subdivisões

Ver artigo principal: Subdivisões do Zimbabwe

O Zimbabwe está dividido em oito províncias e duas cidades com estatuto de província:

Map of Zimbabwe with the provinces numbered
  1. Bulawayo (cidade)
  2. Harare (cidade)
  3. Manicaland
  4. Mashonaland Central
  5. Mashonaland Este
  6. Mashonaland Oeste
  7. Masvingo
  8. Matabeleland Norte
  9. Matabeleland Sul
  10. Midlands

Geografia

Ver artigo principal: Geografia do Zimbabwe

O território é constituído por uma região planáltica coberta de savanas, sendo a altitude máxima de 2558 m. O solo é muito fértil, propício à agro-pecuária. A criação de gado bovino e a cultura do tabaco constituem a principal riqueza económica. O subsolo guarda ouro, amianto, carvão e cromo. Ficam em seu território a grande barragem de Kariba e as famosas Quedas Vitória.

Economia

Ver artigo principal: Economia do Zimbabwe
Dólar zimbabuano de 1983, atualmente uma nota de Z$ 2 tem apenas valor numismático.

O país apresenta a maior taxa de inflação do planeta. Em fevereiro de 2007 foi registrada uma inflação anualizada de aproximadamente 1730%. Dados governamentais de junho de 2007 já apontam uma inflação de 4500%, embora especialistas afirmem que ela já chegou a aproximadamente 100000%. Em julho de 2008 a inflação oficial chegou a 2.200.000% ao ano, mas estatísticas extra-oficiais indicam uma inflação real de 9.000.000% ao ano[1].

A hiperinflação vem destruindo a economia do país, arrasando com o setor produtivo. Uma medida governamental congelou os preços, causando desabastecimento, fortalecimento do mercado negro e prisão de comerciantes contrários à medida[2].

A economia do Zimbábwe, que já foi um dos países mais prósperos da África meridional, encontra-se imerso desde 2000 em uma profunda crise, além da hiperinflação, há um alto índice de desemprego, pobreza e uma crônica escassez de combustíveis, alimentos e moedas estrangeiras

Demografia

Ver artigo principal: Demografia do Zimbabwe
Centro de Harare, a capital do país.

O Zimbabwe tinha, em 2003 uma população de 12 576 742 habitantes, correspondente a uma densidade populacional de 32 hab/km².

A maioria da população é de origem banto. Os grupos principais são os shonas, fundadores do primeiro Estado da região, e os ndebeles, de origem zulu, chegados no século XIX.

A maioria da população pratica cultos tradicionais africanos, mas a Igreja Anglicana é a denominação cristã mais difundida.

As línguas oficiais do Zimbabwe são o inglês e as Línguas bantu shona e ndebele.

Artes

As artes tradicionais no Zimbabwe incluem cerâmica, cestaria, tecidos, jóias, e escultura. Entre as qualidades distintivas são simetricamente modelados cestos tecidos e assentos esculpidos fora de uma peça única de madeira. A escultura de Shona na essência foi uma fusão de folclore africano com influências européias. Também, um tema que ocorre na arte Zimbabweana é a metamorfose do homem na besta.

Entre membros da comunidade de minoria branca, o Teatro tem uma grande multidão de fãs, com companhias teatrais numerosas que exibem-se em áreas urbanas de Zimbabwe.

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