sábado, 21 de março de 2009

Venezuela

A Venezuela (oficialmente República Bolivariana da Venezuela) é um Estado federal sul-americano, limitado ao norte pelo Mar do Caribe, a leste pelo Oceano Atlântico e pela Guiana, ao sul pelo Brasil e ao oeste pela Colômbia. Sua capital é a cidade de Caracas. O Estado venezuelano é uma república federal presidencialista. Deixou de ser membro do Pacto Andino e, em 9 de dezembro de 2005, protocolou seu pedido de adesão ao Mercosul, formalizada em 4 de julho de 2006, em Caracas.

República Bolivariana de Venezuela
República Bolivariana da Venezuela
Bandeira da Venezuela
Brasão de armas da Venezuela
Bandeira da VenezuelaBrasão das Armas
Lema: Deus e Federação
Hino nacional: Gloria al bravo pueblo
("Glória ao bravo povo")
Gentílico: Venezuelano

Localização  Venezuela

CapitalCaracas
Cidade mais populosaCaracas
Língua oficialEspanhol
Governo
- PresidenteHugo Chávez
- VicepresidenteRamón Carrizales
IndependênciaDa Espanha
- Iniciada19 de Abril de 1810
- Declarada5 de Julho de 1811
- Reconhecida30 de Março de 1845
Área
- Total916.445 km² (33º)
- Água (%)0.3
FronteiraBrasil a Sul, Colômbia a Oeste,Guiana a Leste.
População
- Estimativa de 200827.934.783[1] hab. (43º)
- Densidade30 hab./km² (º)
PIB (base PPC)Estimativa de 2007
- TotalUS$223.430 milhões USD (48º)
- Per capitaUS$8.125 USD (º)
Indicadores sociais
- IDH (2008)0,826[2] (61º) – elevado
- Esper. de vida73,7 anos (74º)
- Mort. infantil17/mil nasc. (112º)
- Alfabetização93,0% (73º)
MoedaBolivar Venezuelano (VEF)
Fuso horário(UTC−4:30)
ClimaTropical
Cód. Internet.ve
Cód. telef.++58
Website governamentalhttp://www.gobiernoenlinea.ve/

Origem do nome Venezuela

Alonso de Ojeda, Américo Vespúcio e Juan de la Cosa foram os primeiros a explorar a costa da Venezuela em 1499. No dia 24 de Agosto desse ano chegaram ao que é hoje o Lago de Maracaibo, onde encontraram nativos cujas casas estavam construídas sobre estacas de madeira fixas no lago (palafitas). Vespúcio, que era italiano, achou aquelas construções semelhantes às da cidade de Veneza e por isso chamou a região de Venezuela, ou seja, Pequena Veneza.
Por outro lado, Martín Fernández de Enciso, um geográfo que acompanhava a expedição, afirma na sua obra Summa de Geografia (1519) que junto ao lago existia uma grande rocha plana, em cima da qual havia um povoado indígena conhecido como Veneciuela. Assim, o nome Venezuela pode ser nativo, e não estrangeiro. No entanto, a primeira versão permanece como a mais divulgada e aceita.

História da Venezuela

Antes da chegada dos europeus, a Venezuela era habitada por vários povos dos quais se destacam os índios caribes, os aruaques e os cumanagatos.
Em 1498 Cristóvão Colombo chegou à costa da Venezuela durante a sua terceira viagem ao continente americano. A colonização espanhola iniciou-se em 1520, incidindo nas ilhas e na região costeira. Em 1567 foi fundada a cidade de Caracas, que se tornaria o centro mais importante da região.
O território que é hoje a Venezuela esteve dividido entre o Vice-Reinado do Peru e Audiência de Santo Domingo até ao estabelecimento do Vice-Reinado de Granada em 1717. Em 1776 a Venezuela tornou-se uma capitania-geral do Império Espanhol.
Em 1809 ocorreu a primeira insurreição independentista encabeçada pelo general Francisco de Miranda. A independência foi proclamada em 5 de Julho de 1811, mas Miranda foi preso e foram necessários dez anos de luta contra as forças espanholas até a decisiva Batalha de Carabobo (1821). A Venezuela integrou então a República da Grande Colômbia, junto com a Colômbia, Equador e Panamá. Após a morte de Simón Bolívar, o grande herói da independência, a Venezuela retirou-se da Grande Colômbia.
Entre 1830 e 1848 o país foi governado por uma oligarquia conservadora até passar para a mão dos ditadores Monagas (1848-1858). A revolução de 1858 encabeçada por Julián Castro conduziu o país a um período de instabilidade, agravado pela guerra civil entre conservadores e liberais que se desenvolveu entre 1866 e 1870, após a introdução no país de uma constituição federalista (1864).
De 1870 a 1888 o liberal Antonio Guzmán Blanco governou a Venezuela de forma autoritária, exercendo uma política de obras públicas, de luta contra o analfabetismo e contra a influência da Igreja Católica. Ao seu governo sucederam-se períodos de pequenas ditaduras militares. Cipriano Castro apoderou-se da presidência em 1899 e pôs em prática uma política externa agressiva que provocou em 1902 o bloqueio e ataque dos portos da Venezuela pela Inglaterra, Alemanha e Itália.
Em 1908 Castro foi deposto por Juan Vicente Gómez, ditador durante os vinte e sete anos seguintes. Foi durante o seu governo, em 1922, que se iniciou a exploração das jazidas de petróleo da Venezuela.
Em 1945, após a queda da ditadura do general Isaías Medina Angarita, Rómulo Betancourt, fundador do partido Acción Democrática, tornou-se presidente provisório até as eleições livres de finais de 1947 que levaram o escritor Rómulo Gallegos à presidência. Uma revolta militar retirou-o do poder; em 1953 instalou-se a ditadura de Pérez Jiménez, que durou até 1958, ano em que foi restabelecida a democracia.

Política

A Venezuela é uma república federal e presidencialista governada pela Constituição de 1999. Esta constituição consagrou a existência de cinco poderes: executivo, legislativo, judiciário, cidadão e eleitoral.

O poder executivo recai sobre o Presidente da República, eleito por sufrágio universal para um mandato de seis anos, podendo ser reeleito infinitamente, depois de referendada a emenda constitucional, por voto popular. Ele é simultaneamente chefe de Estado e chefe de governo. É também o Comandante Supremo das Forças Armadas. Nomeia o Vice-Presidente da República (cargo ocupado desde janeiro de 2007 por Jorge Rodríguez Gómez) e os ministros.

Hugo Chávez, atual Presidente da Venezuela.

O poder legislativo reside na Asamblea Nacional, parlamento unicameral composto por 167 membros, 3 dos quais representantes dos povos indígenas. Os membros da Assembleia são eleitos para um período de 5 anos, podendo ser reeleitos para mais dois mandatos. Entre as funções da Assembléia Nacional encontram-se aprovar as leis e o orçamento e designar os embaixadores. Antes da aprovação da constituição de 1999 a Venezuela tinha um parlamento bicameral, composto pelo Senado e pela Câmara dos Deputados. As últimas eleições para a Assembléia Nacional tiveram lugar em Dezembro de 2005.

O Supremo Tribunal de Justiça, órgão máximo do poder judiciário, é constituído por 36 membros eleitos para um mandato único de doze anos, sendo designados pela Assembléia Nacional.

Cada estado possui um governador (eleito para um período de quatro anos) e um Conselho Legislativo; o Distrito Capital tem um governador (eleito para um período de quatro anos). O alcalde(prefeito, presidente da Câmara Municipal), é a principal figura do poder municipal, sendo eleito também para um mandato de quatro anos.



Partidos políticos


Os principais partidos políticos venezuelanos são a Acción Democrática (AD, fundado em 1941 por Rómulo Gallegos e Rómulo Betancourt), o Partido Social Cristiano (COPEI, fundado em 1946 por Rafael Caldera), o Movimiento V República (MVR, liderado desde a sua fundação em 1997 por Hugo Chávez), Un Nuevo Tiempo, (fundado em 2000 por Manuel Rosales), Primero Justicia, (fundado em 2000 por Julio Borges), Moviemento al Socialismo (MAS) e Convergencia (fundado em 1993). Em 2007 Hugo Chavez criou o Partido Socialista Unificado Venezuelano (PSUV), o qual conquistou mais de 5 milhões de inscritos em poucos meses, tornando-se o principal partido.

Questão fronteiriça

Toda a região a oeste do rio Essequibo (quase 60% do território Guiana) é reivindicada pela Venezuela como sendo parte de seu território subtraído indevidamente no século XIX pela Inglaterra, então potência colonial que administrava a antiga Guiana Inglesa. A disputa está em moratória. A região é denominada pela Venezuela de Guiana Essequiba.

Divisão administrativa

Estados

A Venezuela é uma república federal dividida em 23 estados, um Distrito Federal (que compreende a cidade de Caracas e a sua área metropolitana), asD ependências Federais (formada por 72 ilhas e ilhotas na sua maioria sem população humana) e um Território em Reclamação com a Guiana (Guayana Esequiba).

Os 23 estados da Venezuela são os seguintes (entre parentêses figura o nome da capital de cada estado):

Estados da Venezuela
  1. Amazonas (Puerto Ayacucho)
  2. Anzoátegui (Barcelona)
  3. Apure (San Fernando de Apure)
  4. Aragua (Maracay)
  5. Barinas (Barinas)
  6. Bolívar (Ciudad Bolívar)
  7. Carabobo (Valencia)
  8. Cojedes (San Carlos)
  9. Delta Amacuro (Tucupita)
  10. Falcón (Coro)
  11. Guárico (San Juan de Los Morros)
  12. Lara (Barquisimeto)
  1. Mérida (Mérida)
  2. Miranda (Los Teques)
  3. Monagas (Maturín)
  4. Nueva Esparta (La Asunción)
  5. Portuguesa (Guanare)
  6. Sucre (Cumaná)
  7. Táchira (San Cristóbal)
  8. Trujillo (Trujillo)
  9. Yaracuy (San Felipe)
  10. Vargas (La Guaira)
  11. Zulia (Maracaibo)

Regiões

Regiões administrativas da Venezuela:Andina (verde), Central (azul), Centro Ocidental (laranja), Guayana (rosa), Insular (púrpura), Llanos (amarelo), Nordeste (verde claro) e Zuliana (vermelho)

Os estados da Venezuela encontram-se agrupados em nove regiões administrativas, que foram criadas a partir de um decreto presidencial de 1980. As regiões e os estados que as compõem são as seguintes:

  • Andina - Barinas, Mérida, Táchira, Trujillo e o muncípio de Páez do estado de Apure.
  • Capital - Distrito Capital, Vargas e Miranda.
  • Central - Aragua, Carabobo, Cojedes.
  • Centro Ocidental - Fálcon, Lara, Portuguesa e Yaracuy.
  • Guayana - Bolívar, Amazonas, Delta Amacuro.
  • Insular - Nueva Esparta, Dependencias Federales
  • Llanos - Guárico e Apure.
  • Nordeste - Anzoátegui, Monagas, Sucre.
  • Zuliana - Zulia.


Além da porção continental, o país inclui também um número elevado de ilhas nas Pequenas Antilhas que constituem duas divisões administrativas diferentes: o estado de Nuerva Esparta e as Dependências Federais. Tem fronteira marítima com os territórios autônomos neerlandêses de Aruba, e das Antilhas Holandesas, e ainda com Trinidad e Tobago.

O clima da Venezuela é tropical e normalmente quente e úmido, porém nas terras montanhosas no sul-oeste do país é mais moderado. A Venezuela apresenta muita diversidade climatérica devido a possuir zonas de montanha, savanas, deserto, praia, selva e planícies.


Economia

A economia da Venezuela passou, depois da Primeira Guerra Mundial, de uma economia essencialmente agrícola para uma economia centrada na produção e exportação de petróleo. É esta a atividade que continua a dominar, sendo responsável por cerca de um terço do PIB, por cerca de 80% das receitas de exportação e por mais de metade do financiamento da administração pública. Os responsáveis venezuelanos estimam que o PIB cresceu 2.7% em 2001. Uma forte subida nos preços internacionais de petróleo alimentou a economia, depois da grave recessão de 1999. A Venezuela participa também da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).
Apesar disso, um setor não petrolífero relativamente fraco e fugas de capital e uma queda temporária nos preços do petróleo - prejudicaram a recuperação. No início de 2002, o governo alterou o regime de taxas de juro de um regime indexado para um sistema de flutuação livre, o que fez com que o bolívar desvalorizasse significativamente.
O Presidente Chavez começou em 2003 a canalizar os proventos do petróleo obtidos pela companhia estatal PDVSA para financiar programas sociais. Os opositores da medida afirmam que ela vai minar o estatuto de independência dos bancos e da companhia petrolífera, e que é uma clara tentativa de aumentar o seu apoio público.


Caracas capital da Venezuela

O povo venezuelano inclui uma rica combinação de heranças. Aos ameríndios originais e aos espanhóise africanos que se lhes juntaram depois da conquista espanhola, vagas de imigração durante o século XX trouxeram quantidades apreciáveis de italianos,portugueses, árabes,alemães e outros, provenientes dos países limítrofes da América do Sul. Cerca de 85% da população vive em áreas urbanas na parte norte do país. Apesar de metade da área terrestre da Venezuela se situar ao sul do rio Orinoco, esta região contém apenas 5% da população.

A língua nacional e oficial é o espanhol, mas existem também numerosas línguas indígenas e as línguas introduzidas pelos imigrantes.


Religião

Historicamente o catolicismo romano é a religião mais importante na Venezuela, situação que se mantém, uma vez que 85,7% da população identifica-se pelo menos nominalmente com esta denominação. A liberdade religiosa está consagrada na constituição da Venezuela, sendo o país tolerante face a outras religiões. A seguir ao catolicismo, destacam-se várias igrejas protestantes (12%) e pequenos grupos de judeus (sobretudo em Caracas e Maracaibo) e muçulmanos. Alguns índios ainda praticam as suas religiões ancentrais.
À semelhança do que acontece em outros países da América Latina praticam-se na Venezuela cultos que são uma fusão de elementos das religiões indígenas, da religião dos descendentes dos escravos africanos e do catolicismo, como o culto de María Lionza.

Sociedade

Saúde
A mortalidade infantil na Venezuela estava em 16 mortes a cada 1000 nascimentos em 2004, muito mais baixo do que a média da América do Sul.Má nutrição de crianças atinge 17%, com Delta Amacuro e Amazonas tendo os piores índices.De acordo com as Nações Unidas, 32% dos venezuelanos não possuem saneamento adequado, principalmente aqueles vivendo em áreas rurais.As doenças variam desde febre tifoide. febre amarela, cólera, hepatite A, hepatite B e hepatite D, presentes em todo o país. Apenas 3% dos doentes são tratados; a maioria das grandes cidades não tem instalações de tratamento suficientes.17% dos venezuelanos não possuem acesso a água potável.
Turistas que vão para a Venezuela são avisados para obterem vacinação para as várias doenças do país. Em uma epidemia de cólera nos anos de 1992 e 1993 no Orinoco Delta, os líderes políticos da Venezuela foram acusados de colocar a culpa na raça dos doentes (como se alguma característica da raça tenha feito eles ficarem doentes) para retirar a culpa das instituições do país, e assim agravando a epidemia.
O governo está tentando criar um sistema de saúde nacional e universal que seja gratuito

Cultura da Venezuela

O povo venezuelano inclui uma rica combinação de heranças. Aos ameríndios originais e aos espanhóis e africanos que se lhes juntaram depois da conquista espanhola, vagas de imigração durante o século XX trouxeram quantidades apreciáveis de italianos, portugueses, árabes, alemães e outros, provenientes dos países limítrofes da América do Sul. Cerca de 85% da população vive em áreas urbanas na parte norte do país. Em quanto que quase metade da área terrestre da Venezuela se situe a sul do rio Orenoco, esta região contém apenas 5% da população. Mais de 96% da população identifica-se como católica. Outras igrejas, em especial, a protestante, compõem o restante.
O folclore e a cultura popular da Venezuela são marcados por tipos regionais, com peculiaridades de linguagem, costumes e inclusive herança histórica, como os llaneros, vaqueiros das planícies; os maracuchos, os empresários da bacia do Maracaibo; os guayanases, habitantes do remoto planalto das Guianas; e os andinos, que vivem nas montanhas. Caracas concentra a maior parte das instituições culturais do país, como o Museu de Belas-Artes, fundado em 1938, o Museu de Arte Colonial, o Museu de Ciência Natural e a Biblioteca Nacional, com um acervo de mais de dois milhões de livros. Entre os principais grupos artísticos estão o Ballet Nuevo Mundo de Caracas e a Orquestra Sinfônica da Venezuela.

Língua

A língua nacional e oficial é o espanhol, mas existem também numerosas línguas indígenas e as línguas introduzidas pelos imigrantes, criando com isso uma gama de dialetos em uso pelas etnias da Venezuela. O português também é falado por comunidades de descendentes de portugueses na Venezuela.
O espanhol, também chamado castelhano, falado na Venezuela foi influenciado menos pelo dialeto de Castela, que na Espanha é considerado o padrão da língua nacional, do que pelo dialeto da Andaluzia, região do sul da Espanha de onde veio a maioria dos primeiros colonizadores espanhóis e onde está o porto de Cádis, principal passagem da metrópole às colônias. Por exemplo, enquanto os castelhanos pronunciam o "z" e o "c" antes de "e" ou "i" de forma semelhante ao "th" do inglês, os andaluzes e a maioria dos hispano-americanos pronunciam essas letras com o mesmo som do "s", o que em Castela foi tradicionalmente considerado um vício de pronúncia, o seseo.assim fazendo com que fique uma miscigenacão de linguas

Vídeo Promocional de Venezuela

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