| Republic of Zambia República da Zâmbia | |
| Lema: Uma Zâmbia, uma nação | |
| Hino nacional: Pátria Amada | |
| Gentílico: zambiano | |
| Capital | Lusaka |
| Cidade mais populosa | Lusaka |
| Língua oficial | Inglês |
| Governo | República |
| - Presidente | Rupiah Banda |
| Independência | |
| - do Reino Unido | 24 de Outubro de 1964 |
| Área | |
| - Total | 752.618 km² (39º) |
| - Água (%) | 1 |
| Fronteira | Tanzânia, República Democrática do Congo, Angola, Namíbia, Zimbábue e África do Sul, Malauí e Moçambique. |
| População | |
| - Estimativa de | hab. (º) |
| - Censo 2005 | 11.668.000 |
| - Densidade | 16 hab./km² (191º) |
| PIB (base PPC) | Estimativa de 2005 |
| - Total | US$13.025 bilhões USD (133º) |
| - Per capita | US$1000 USD (165º) |
| Indicadores sociais | |
| - IDH (2007) | 0,434 (165º) – baixo |
| Moeda | Kwacha zambiano ([[ISO 4217|]]) |
| Fuso horário | (UTCUTC+2) |
| - Verão (DST) | {{{fuso_horário_DST}}} (UTCUTC+2) |
| Cód. ISO | ZAM |
| Cód. Internet | .zm |
| Cód. telef. | +258 |
| Website governamental | Site Oficial |
História
A região onde hoje se situa o território zambiano recebe influência ocidental em meados do século XIX, com a chegada de missionários e exploradores britânicos, como David Livingstone e Cecil Rhodes. Este obtém licença para a exploração mineral no território, onde, em 1888, são fundadas as colônias britânicas da Rodésia do Norte (correspondente à Zâmbia de hoje) e da Rodésia do Sul (hoje o Zimbabwe). A Rodésia do Norte é administrada pela Companhia Britânica da África do Sul até 1924, quando passa ao domínio direto do Reino Unido. Colonos britânicos instalam-se no período anterior à II Guerra Mundial. Em 1960, a minoria branca chega a cerca de 5% da população. Em 1953, as duas Rodésias fundem-se com a colônia britânica de Niassalândia (atual Malauí) e formam a Federação da Rodésia e Niassalândia, sob a tutela britânica.
Em 1963, a federação é dissolvida. No ano seguinte, a Rodésia do Norte torna-se independente com o nome de Zâmbia, sob a presidência de Kenneth Kaunda, da União Nacional da Independência (o partido único). Kaunda convence os colonos brancos a não emigrar, como ocorrera na maior parte das ex-colônias européias na África. Em 1973, o país fecha as fronteiras com a Rodésia do Sul, em protesto contra o regime racista de Ian Smith. Em 1979, comandos da Rodésia destroem em Lusaka o quartel-general do movimento guerrilheiro União Africana do Povo do Zimbábue (Zapu), que combate o regime branco rodesiano com o apoio do governo zambiano. Em 1982, as medidas de austeridade econômica levam a uma greve geral contra Kaunda. A crise agrava-se com a queda internacional do preço do cobre.
Kaunda é reeleito várias vezes e fica na Presidência até 1991. Durante o seu governo, em 1987, o país rompe com o FMI. O agravamento da crise econômica obriga Kaunda a fazer concessões políticas. As eleições de 1991 resultam na vitória do Movimento pela Democracia Multipartidária (MMD), cujo líder, Frederick Chiluba, se torna presidente. O novo governo, porém, não consegue resolver a crise.
Em 1993, Chiluba decreta o estado de emergência (revogado no final do ano) para conter uma campanha de desobediência civil dos partidários de Kaunda contra as reformas estruturais. Um acordo com o FMI, em 1993, leva à privatização de estatais, ao aumento do desemprego e à insatisfação popular.
Em 1994, Chiluba faz uma troca de dez de seus ministros, acusados de tráfico de drogas. Em maio de 1996 apóia emenda constitucional determinando que só zambianos de mais de duas gerações podem concorrer à Presidência. A emenda é inserida para impedir a candidatura do ex-presidente Kaunda, filho de malauianos. Em novembro, Chiluba é reeleito.
Em 1997, o governo debela uma tentativa de golpe de Estado liderada por militares rebeldes e decreta estado de emergência (suspenso em março de 1998). O ex-presidente Kenneth Kaunda, detido sob acusação de participar do golpe, é libertado em junho de 1998.
Política
A política zambiana ocorre em uma estrutura de sistema presidencial democrático representativo, por meio de que o presidente da Zâmbia é chefe de Estado e chefe do governo em um sistema multipartidário. O governo exercita o poder executivo, enquanto o poder legislativo é investido no governo e no parlamento.
Subdivisões
A Zâmbia está dividida em 9 províncias (capitais entre parênteses):
- Central (Kabwe)
- Copperbelt (Ndola)
- Oriental (Chipata)
- Luapula (Mansa)
- Lusaka (Lusaka)
- Norte (Kasama)
- Noroeste (Solwezi)
- Sul (Livingstone)
- Ocidental (Mongu)
As províncias estão divididas em 72 distritos.
Geografia
Situada no centro-sul da África, a Zâmbia abriga as famosas cataratas de Vitória (Victoria Falls), no rio Zambeze, que formam uma cortina de água de cerca de 90 m de altura, na divisa com o Zimbábue. A maior parte de seu território é coberta por savanas. Parques nacionais abrigam grande variedade de animais, sobretudo próximo aos rios Luangwa e Kafue. Um grande planalto predomina na porção leste e atinge o ponto mais alto no altiplano no Monte Nyika (2.606 m). A população, dividida em cerca de 70 etnias, concentra-se nas regiões de extração de cobre, ao norte da capital, Lusaka. A Zâmbia está entre os maiores produtores mundiais desse minério, responsável por 50% das exportações do país, em 1998. Possui ainda reservas de cobalto, zinco e chumbo. A agricultura, que ocupa 73,7% da força de trabalho, também é economicamente importante.
Economia
Demografia
98% dos zambianos procedem de sucessivas migrações de povos bantos, subdivididos em 73 grupos étnicos. Há minorias européias e asiáticas.
A população pratica religiões tradicionais africanas. Há cristãos e minorias islâmicas e hindus.
O inglês é a língua oficial. Das línguas bantos, cinco são usadas oficialmente na educação e na administração: nyanja, bemba, lozi, luvale e tonga.
Cultura
A cultura da Zâmbia é principalmente cultura bantu misturada com influências europeias. Antes da criação da moderna Zâmbia, os indígenas viviam em tribos independentes, cada um com as suas próprias formas de vida. Um dos resultados da era colonial foi o crescimento da urbanização. Diferentes grupos étnicos começaram a viver em conjunto em cidades e vilas, influenciando mutuamente, bem como a adopção de um lote de cultura europeia.
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