| Republic of Zimbabwe República do Zimbábue | |
| Lema: Unity, Freedom, Work (em português: Unidade, Liberdade, Trabalho) | |
| Hino nacional: Kalibusiswe Ilizwe leZimbabwe ("Abençoada seja a terra do Zimbábue") | |
| Gentílico: zimbabuano(a), zimbabuense, zimbabwense, zimbabwiano | |
| Capital | Harare 17° 50' S 31° 03' E |
| Língua oficial | Inglês, shona, ndebele |
| Governo | República presidencialista |
| - Presidente | Robert Mugabe |
| - Primeiro-ministro | Morgan Tsvangirai |
| Independência | Guerra civil rodesiana |
| - Declarada | 1965 |
| - Reconhecida | 1980 |
| Área | |
| - Total | km² (59º) |
| - Água (%) | 1 |
| População | |
| - Estimativa de 2003 | 12 576 741 hab. (66º) |
| - Densidade | 32 hab./km² (º) |
| PIB (base PPC) | Estimativa de |
| - Total | US$ (º) |
| - Per capita | US$ (º) |
| Indicadores sociais | |
| - IDH () | 0,513 (151º) – médio |
| Moeda | Dólar zimbabuano (Z$) |
| Fuso horário | (UTC+2) |
| Cód. Internet | .zw |
| Cód. telef. | ++263 |
História
A descoberta de ouro em 1867 despertou a cobiça dos ingleses, que acabaram por ocupar o território, apesar das reivindicações de Portugal, a quem a Grã-Bretanha dirige um ultimato em 1890. A colónia ficou designada, em 1895, Rodésia em homenagem a Cecil Rhodes, que promoveu a sua constituição. A parte sul desenvolveu-se mais do que a norte. As duas Rodésias associaram-se, em 1953, com a Niassalândia para constituírem a Federação da África Central, na qual a Rodésia do Sul era a parte mais importante. Desfeita a Federação em 1963, a Niassalândia tornou-se independente com o nome de Malawi e a Rodésia do Norte com a designação de Zâmbia, mas o Reino Unido negou-se a conceder a autonomia à Rodésia do Sul por ser governada pela minoria branca: esta decretou unilateralmente a independência em 1965 e adoptou o regime republicano em 1970. O bloqueio económico decretado pela ONU e a guerrilha, que ganhou extraordinário impulso após a independência de Moçambique em 1975, fizeram com que o país ascendesse à independência em 1980, tomando então o nome de Zimbabwe. Em 1980, Robert Mugabe, o líder nacionalista negro, foi eleito. Em 1987 foi estabelecido um regime presidencial, sendo Mugabe eleito chefe de Estado. Em 1990 foram retiradas, progressivamente, as tropas instaladas em Moçambique.
Política
Zimbabwe é uma república com um presidente executivo e um parlamento que possui duas câmaras. O atual presidente é Robert Mugabe. Ele convive com um caos econômico no país. Mugabe luta contra a inflação com atitudes políticas muito criticadas, como a tomada de fazendas pertencentes a brancos para assentar negros, o que, segundo os críticos, fizeram a situação piorar.
Em março de 2008 houve eleições gerais, que Mugabe perdeu, sem que o outro candidato tivesse obtido os 50 % necessários.
Na segunda volta das eleições, que teve lugar no dia 27 de Junho, Mugabe venceu as eleições, tendo sido empossado para o 6ª mandato presidencialista dois dias depois. O candidato alternativo havia desistido da corrida eleitoral alguns dias antes.
Subdivisões
O Zimbabwe está dividido em oito províncias e duas cidades com estatuto de província:
- Bulawayo (cidade)
- Harare (cidade)
- Manicaland
- Mashonaland Central
- Mashonaland Este
- Mashonaland Oeste
- Masvingo
- Matabeleland Norte
- Matabeleland Sul
- Midlands
Geografia
O território é constituído por uma região planáltica coberta de savanas, sendo a altitude máxima de 2558 m. O solo é muito fértil, propício à agro-pecuária. A criação de gado bovino e a cultura do tabaco constituem a principal riqueza económica. O subsolo guarda ouro, amianto, carvão e cromo. Ficam em seu território a grande barragem de Kariba e as famosas Quedas Vitória.
Economia
O país apresenta a maior taxa de inflação do planeta. Em fevereiro de 2007 foi registrada uma inflação anualizada de aproximadamente 1730%. Dados governamentais de junho de 2007 já apontam uma inflação de 4500%, embora especialistas afirmem que ela já chegou a aproximadamente 100000%. Em julho de 2008 a inflação oficial chegou a 2.200.000% ao ano, mas estatísticas extra-oficiais indicam uma inflação real de 9.000.000% ao ano[1].
A hiperinflação vem destruindo a economia do país, arrasando com o setor produtivo. Uma medida governamental congelou os preços, causando desabastecimento, fortalecimento do mercado negro e prisão de comerciantes contrários à medida[2].
A economia do Zimbábwe, que já foi um dos países mais prósperos da África meridional, encontra-se imerso desde 2000 em uma profunda crise, além da hiperinflação, há um alto índice de desemprego, pobreza e uma crônica escassez de combustíveis, alimentos e moedas estrangeiras
Demografia
O Zimbabwe tinha, em 2003 uma população de 12 576 742 habitantes, correspondente a uma densidade populacional de 32 hab/km².
A maioria da população é de origem banto. Os grupos principais são os shonas, fundadores do primeiro Estado da região, e os ndebeles, de origem zulu, chegados no século XIX.
A maioria da população pratica cultos tradicionais africanos, mas a Igreja Anglicana é a denominação cristã mais difundida.
As línguas oficiais do Zimbabwe são o inglês e as Línguas bantu shona e ndebele.
Artes
As artes tradicionais no Zimbabwe incluem cerâmica, cestaria, tecidos, jóias, e escultura. Entre as qualidades distintivas são simetricamente modelados cestos tecidos e assentos esculpidos fora de uma peça única de madeira. A escultura de Shona na essência foi uma fusão de folclore africano com influências européias. Também, um tema que ocorre na arte Zimbabweana é a metamorfose do homem na besta.
Entre membros da comunidade de minoria branca, o Teatro tem uma grande multidão de fãs, com companhias teatrais numerosas que exibem-se em áreas urbanas de Zimbabwe.

![[Africa_Zimbabue.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh0LSeocGKb7esmfKX9o19lcsiZKgwV-xrL4O6byESOXr44SnTLYmmRLQbm4Fo_QDIkYy_bo-puSq7gDw4HwyYLKPqlF171HUI1yMibcFszjwbCD9zdQgN-kge1iorYMzteU4VXgxftBXoA/s1600/Africa_Zimbabue.jpg)
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